A origem do Papel Higiénico: um pouco de história!
Hoje em dia, ninguém imagina a vida sem o papel higiénico, apesar de ninguém lhe dar a devida importância.
Normalmente é um tipo de papel fino e absorvente, muito utilizado para o uso de higiene pessoal (limpeza íntima após urinar ou defecar), com origem na história chinesa no século II a.C.. No entanto, o primeiro uso do papel higiénico para fins higiénicos aconteceu em 851 a.C., em substituição da água, e foi referido por um viajante muçulmano que comentou:
"Eles (os chineses) não são cuidadosos com a limpeza, e não se lavam quando fazem suas necessidades; mas apenas se limpam com papel."
Durante a dinastia de Yuan, inícios do século XIV, foram produzidos mais de dez milhões de rolos de papel higiénico, na província de Zhejiang, com cada rolo a ter entre mil a dez mil folhas de papel higiénico. Também durante a dinastia de Ming registou-se uma grande produção em massa, contando com mais de setecentas mil folhas fabricadas. Claro que todo este papel higiénico produzido era para o uso exclusivo da corte imperial na capital Nanquim.
Através dos registos do Gabinete Imperial de Mantimentos, foi registado que apenas para a família do imperador Hongwu foram produzidos mais de quinze mil folhas de papel higiénico, mais suaves e com cada folha a ser perfumada individualmente. Enquanto que na China produzia-se quantidades enormes de papel higiénico para a corte, nos outros lugares do mundo, os mais ricos, usavam tecidos feitos de lã ou renda e os mais pobres usavam as próprias mãos ou as folhas de árvores. Nesta época o papel higiénico era considerado um item de luxo.
Na era moderna o grande impulsionador do papel higiénico foi Joseph Gayetty, onde o apelidou sendo "um produto completamente puro para a sua higiene". Sendo assim, o papel do norte-americano era feito em folhas de papel manilha com a sua própria marca d'água. Contudo, por falta de investimento em marketing, o papel higiénico não conseguiu alcançar o sucesso comercial que se pretendia.
Apesar dos irmãos Scott terem sido os primeiros a ter algum êxito a venderem papel higiénico em rolo e já perfurado, não patentearam qualquer tipo de patente. O seu êxito foi curto e deveu-se a campanhas agressivas de publicidade para chegar junto à população. Contudo, oficialmente o papel higiénico, como nós conhecemos, chegou no século XXI por intermédio do Seth Wheeler, que patenteou diversas patentes entre elas:
- Patente da ideia de perfurar os papéis (25 Julho de 1871)
- Patente de um rolo com papel higiénico, perfurado e com um suporte no centro (13 de Fevereiro de 1883);
- Patente dos suportes montados para os rolos.
Com origem chinesa e já com muitos anos, o papel higiénico tem características que o diferem dos outros tipos de papéis como a sua fácil decomposição quando lançado num sanitário. Atualmente, o papel higiénico já não é um item de luxo e oferece uma grande variedade de tipos: folha dupla, aroma perfumado, folhas suaves, entre outros.
Os irmãos Scott poderiam ser hoje conhecidos como os grandes impulsionadores do papel higiénico, mas a falta de pedidos de patentes abriu portas ao americano Seth Wheeler.
Segundo o estudo de mercado da AC Nielsen, em 2002, as vendas anuais de papel higiénico em Portugal atingem em média os 317 milhões de rolos, representando 74 milhões de euros. Um negócio gigantesco e um bem indispensável à higiene de todos os ser-humanos.

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